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A busca pela excelência na gestão institucional esteve no centro do painel “Excelência: Governança, Controle e Gestão Estratégica”, realizado na manhã desta terça-feira (10), durante o Seminário de Planejamento Estratégico e Governança do Sistema CFC/CRCs. O debate reuniu vice-presidentes do Conselho Federal de Contabilidade (CFC), que apresentaram iniciativas voltadas ao fortalecimento da governança, à inovação tecnológica, ao aprimoramento técnico e ao desenvolvimento de mecanismos de controle.
Participaram do painel os vice-presidentes do CFC Márcio Schuch Silveira, de Inovação e Tecnologia; João Carlos Castilho Garcia, da área Técnica; e Sebastião Célio Costa Castro, de Controle Interno. Durante as exposições, os representantes detalharam ações previstas no planejamento estratégico da entidade e que buscam ampliar a eficiência da gestão e o impacto institucional do Sistema CFC/CRCs.
Transformação digital
O vice-presidente de Inovação e Tecnologia, Márcio Schuch Silveira, apresentou as diretrizes para a implementação de uma política de transformação digital integrada em todo o Sistema CFC/CRCs. A proposta busca posicionar o CFC como referência no uso estratégico da tecnologia aplicada à gestão e à valorização da profissão contábil.
Segundo Schuch, o sucesso da transformação digital depende principalmente do engajamento das pessoas que integram o Sistema. Para ele, a adoção de novas soluções tecnológicas exige abertura para mudanças nos processos e cultura institucional.
“A transformação digital acontece por meio das pessoas. Não adianta termos as melhores tecnologias ou sistemas se o nosso time não estiver disposto a essa transformação”, afirmou.
O vice-presidente destacou ainda que a inovação será construída de forma colaborativa entre as diferentes áreas do Sistema. A estratégia prevê ouvir equipes, identificar desafios operacionais e desenvolver soluções que promovam maior eficiência e melhores resultados institucionais.
Harmonização normativa e fortalecimento técnico
Na sequência, o vice-presidente Técnico, João Carlos Castilho Garcia, apresentou iniciativas voltadas ao fortalecimento da produção normativa da contabilidade brasileira e à harmonização das regras aplicáveis ao setor.
Ele destacou a atuação dos quatro comitês permanentes vinculados à vice-presidência técnica: o Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), o Comitê Brasileiro de Pronunciamentos de Sustentabilidade (CBPS), o Comitê Permanente para Contabilidade Aplicada ao Setor Público (CP CASP) e o Comitê Administrador do Programa de Revisão Externa de Qualidade (CRE).
Esses colegiados reúnem especialistas, representantes de órgãos reguladores e profissionais do mercado para discutir, traduzir e adaptar normas internacionais à realidade brasileira. “No caso do setor público, por exemplo, já foram traduzidas 34 normas internacionais Ipsas, que se converteram em normas brasileiras aplicadas à contabilidade pública”, explicou o vice-presidente.
Garcia ressaltou ainda que os trabalhos técnicos contam com grupos de trabalho especializados, criados conforme a necessidade para tratar temas específicos, como auditoria governamental, entidades esportivas, perícia contábil e organizações sem fins lucrativos.
Segundo ele, o objetivo central da área técnica é assegurar que as normas contábeis brasileiras sejam coerentes, aplicáveis e tecnicamente robustas, promovendo alinhamento entre normas, legislação fiscal e regulações setoriais.
Controle interno orientado à gestão de riscos
Encerrando o painel, o vice-presidente de Controle Interno, Sebastião Célio Costa Castro, abordou as ações voltadas ao aprimoramento da governança e da integridade institucional no Sistema CFC/CRCs.
Ele destacou que, embora a vice-presidência de Controle Interno seja considerada uma área de apoio à gestão, sua atuação é estratégica para garantir conformidade, transparência e eficiência nas atividades do Conselho Federal e dos Conselhos Regionais de Contabilidade.
Entre as principais atividades da área estão auditorias de gestão realizadas no CFC e nos 27 Conselhos Regionais de Contabilidade, além da análise de propostas orçamentárias, alterações de orçamento e prestações de contas das entidades que integram o Sistema.
Durante a apresentação, o coordenador adjunto Brunno Sitônio explicou que parte das auditorias conduzidas pelo CFC já ocorre de forma remota, embora algumas ainda sejam realizadas presencialmente. Ele também ressaltou a importância de que gestores apresentem evidências documentais ao responder às recomendações emitidas nos relatórios de auditoria.
As ações da vice-presidência seguem diretrizes voltadas ao aprimoramento contínuo dos controles internos, à identificação e mitigação de riscos institucionais e ao fortalecimento da conformidade com normas legais e boas práticas de governança.
Ao final da exposição, Sitônio destacou o princípio que orienta a atuação da área: “Controles eficientes protegem todos: funcionários, gestores e conselheiros”.
Por Poliana Nunes
Comunicação CFC
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