A importância da auditoria para o aprimoramento da gestão dos Conselhos de Fiscalização Profissional foi destaque no Módulo 6, “Auditoria Interna e Externa: Parceiras do Controle”, do Seminário de Contabilidade, Auditoria e Controle para Conselhos de Fiscalização Profissional. Promovida pela Escola de Governança e Gestão dos Conselhos de Contabilidade (EGC), do Conselho Federal de Contabilidade (CFC), a atividade ocorreu na manhã desta quarta-feira (30), em formato híbrido, no auditório do CFC.
O encontro foi conduzido pelo gerente executivo de Controle do Sistema CFC/CRCs, Felipe Bastos, e pelo gerente de Auditoria dos CRCs, Dirceu Batista. A apresentação abordou a padronização das atividades de auditoria do Sistema CFC/CRCs, tendo como referência o Manual de Auditoria, lançado em 2007 e revisado em 2022, além de pontos observados pelo Tribunal de Contas da União (TCU) em avaliações dos Conselhos de Profissões Regulamentadas.
Felipe Bastos destacou a experiência dos profissionais e a proposta de promover um ambiente de troca durante a atividade. “A gente veio trazer nossa experiência aqui no Conselho Federal de Contabilidade, na auditoria interna. Vamos propiciar um ambiente de muita troca”, afirmou.
Sobre o papel da auditoria, Dirceu Batista lembrou a importância de se ter uma definição clara. “Se nós quisermos melhorar nossas atividades de auditoria, nós temos que dizer qual é o nosso papel, qual é o nosso objetivo, sermos claros no nosso propósito de avaliação e de melhoria da gestão dos conselhos”, afirmou.
Segundo Dirceu, o Manual de Auditoria permite registrar e organizar os procedimentos realizados, além de contribuir para que gestores aprimorem suas rotinas administrativas e fortaleçam a visão de planejamento e controle. O trabalho de auditoria também busca evitar a duplicidade de procedimentos entre as diferentes estruturas de controle e auditoria do Sistema.
Outro aspecto abordado foi a evolução das atividades para uma auditoria baseada em riscos. De acordo com os palestrantes, essa mudança depende do amadurecimento da gestão de riscos do sistema, mas já integra a perspectiva de aprimoramento dos trabalhos. O uso de recursos tecnológicos e a realização de auditorias remotas também foram apresentadas como alternativas para otimizar os recursos disponíveis.
A atividade ainda apresentou aspectos do ciclo de auditoria, como planejamento, pré-auditoria, execução, elaboração de notas e relatórios, monitoramento e planos de ação. A abordagem ressaltou que o trabalho busca contribuir para a melhoria dos processos e das rotinas administrativas, além de subsidiar as instâncias responsáveis pela avaliação das contas.
Apontamentos do TCU
Na parte dedicada aos achados do TCU, foram apresentados temas como governança e coordenação sistêmica, integração de sistemas, transparência, investimentos na atividade de fiscalização, eficiência na cobrança, gestão de pessoas, tecnologia, controles internos e contratações.
A atividade também destacou a importância do monitoramento dos apontamentos e da adoção de planos de ação pelas unidades auditadas. A proposta é que as avaliações contribuam para a correção de procedimentos e para a melhoria contínua da gestão.
Ao final, foi apresentada a iniciativa de aplicação de um questionário aos Conselhos Regionais e ao público interno para contribuir com o planejamento de trabalho do CFC. A proposta é reunir percepções sobre diferentes áreas de atuação e identificar pontos que possam ser aprimorados nos processos do Sistema CFC/CRCs.
Por Poliana Nunes
Comunicação CFC
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