
O Conselho Federal de Contabilidade (CFC) recebeu menção honrosa pelo trabalho em favor do desenvolvimento da profissão e pela participação ativa nas comissões da Federação Internacional de Contadores (IFAC). A distinção, também recebida pelo Instituto de Auditoria Independente do Brasil (Ibracon), foi concedida nesta terça-feira (27), antes da abertura da XI Cumbre de las Américas, realizada de 27 a 29 de outubro, em San Salvador, El Salvador.

O reconhecimento ocorreu na reunião da IFAC com os organismos patrocinadores da Associação Interamericana de Contabilidade (AIC). Ao longo da semana, a delegação brasileira apresentou a experiência do País com a aplicação das normas internacionais. A prevenção à lavagem de dinheiro e a formação profissional também estiveram entre os temas debatidos pelos representantes da contabilidade brasileira.
As agendas institucionais começaram em 25 de outubro, com a participação de Zulmir Breda, vice-presidente de Promoção e Relações Institucionais da AIC e presidente do CFC (gestão 2018-2021), na reunião do Comitê Executivo da associação. As reuniões de diretores nacionais e de comissões técnicas prepararam atividades da Cumbre e os temas destinados à Conferência Interamericana de Contabilidade (CIC).
Sandra Campos, vice-presidente de Fiscalização, Ética e Disciplina do CFC, representou o presidente Joaquim Bezerra nas agendas preparatórias e na Cumbre. Também integraram o grupo Juarez Carneiro, presidente do CFC (gestão 2010-2013), e Maria Clara Bugarim, embaixadora internacional do CFC e presidente do CFC (gestão 2006-2009).

Durante a Assembleia do Comitê de Integração Latino Europa-América (CILEA), em 27 de outubro, Maria Clara recebeu o Prêmio Presidencial da AIC. A placa reconhece sua gestão, liderança e compromisso com a profissão no Brasil e no continente americano. Vice-presidente reeleita do CILEA, ela defendeu a presença brasileira nos organismos internacionais para “disponibilizar para o nosso continente os nossos melhores talentos”.
Ao falar das comissões da AIC, Sandra afirmou que, em todas elas, “há um representante brasileiro com assento, voz e participação efetiva”. Ela preside o Comitê Especial Técnico de Prevenção à Lavagem de Ativos da associação, para o qual foi designada antes da Cumbre.
Também integraram a delegação brasileira os conselheiros federais Ana Luiza Lima, Brunno Sitônio, Carlos Rubens, Lucilene Viana, Sonia Maria Gomes, Manoel de Oliveira, Marisa Morais e Reinaldo de Castro, além do presidente do Ibracon, Sebastian Soares, do diretor nacional do Brasil na AIC, Wellington Cruz, e dos membros das comissões técnicas Carlos Sampaio, José Valentim e Ticiane dos Santos.
Contabilidade pública e sustentabilidade

A divulgação de informações de sustentabilidade pelas empresas foi tratada por Zulmir Breda em painel durante a Cumbre, com moderação de Sebastian Soares, presidente do Ibracon.
Zulmir explicou que a padronização busca uniformizar o reporte dessas informações, levando em consideração riscos e oportunidades de sustentabilidade que podem afetar os fluxos de caixa, o acesso a financiamento ou o custo de capital das empresas, critérios previstos na norma internacional IFRS S1.
Já Wellington Cruz apresentou a experiência brasileira de convergência e implementação de normas internacionais de contabilidade do setor público. “Brasil é um país pequeno”, brincou, sob risos da plateia, ao descrever o País.
O diretor do Brasil na AIC abordou a autonomia contábil, financeira e tributária de estados e municípios e o impacto da aplicação de regras internacionais nas finanças públicas latino-americanas. “No Brasil, estamos sempre atualizando as normas”, afirmou.
Formação e responsabilidade profissional

No dia 29, Maria Clara moderou o painel sobre coordenação, influência e impacto da América Latina no sistema global da profissão. O debate reuniu dirigentes da AIC, da IFAC e do CILEA. Na abertura do painel, ela convidou os profissionais a se aproximarem de suas entidades. “Fortalecer a voz global é fortalecer nossos colégios, nossas entidades”, ressaltou.
Maria Clara também integrou o painel sobre formação profissional e capacitação do contador do futuro. “Somos profissionais globais”, destacou, ao defender uma preparação que considere a atuação internacional da profissão.
A embaixadora do CFC reiterou ainda a responsabilidade ética, as competências humanas e a necessidade de aprender a pensar. O desafio da formação, segundo ela, deve ser compartilhado por entidades profissionais, universidades e mercado.
No painel sobre prevenção à lavagem de dinheiro, Sandra Campos relacionou a comunicação de operações suspeitas à diligência preventiva e à proteção da reputação profissional. “É uma defesa de nossa reputação, de nosso patrimônio”, disse.
A vice-presidente também mencionou sinais de alerta extraídos de publicações de tipologias do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), a unidade de inteligência financeira brasileira.
Por Ana Paula Leitão
Comunicação CFC
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