Decisões regulatórias e tributárias que afetam empresas e contribuintes também repercutem na rotina dos profissionais da contabilidade. Para acompanhar essas discussões e contribuir com a perspectiva da profissão, o Conselho Federal de Contabilidade (CFC) participou, nesta terça-feira (18), da 10ª Sessão Ordinária da Câmara de Promoção de Segurança Jurídica no Ambiente de Negócios (Sejan), da Advocacia-Geral da União (AGU), em Brasília (DF).
Representando o presidente do CFC, Joaquim Bezerra, o vice-presidente de Governança e Gestão Estratégica, contador Haroldo Santos Filho, acompanhou as discussões dos Comitês Regulatório e Tributário.
A participação reforça a atuação institucional do CFC em espaços estratégicos de debate sobre temas que podem repercutir diretamente sobre empresas, contribuintes e profissionais da contabilidade. Para Haroldo, estar próximo dessas discussões permite ao CFC compreender antecipadamente possíveis impactos e contribuir com a perspectiva da profissão.
“Considero muito importante o CFC ocupar institucionalmente esses espaços. Grande parte das decisões regulatórias e tributárias discutidas aqui acaba chegando diretamente às empresas e, consequentemente, aos profissionais da contabilidade, que muitas vezes são quem transforma a norma em aplicação prática. Nossa presença permite acompanhar essas discussões mais de perto, antecipar impactos e levar a visão de quem conhece a realidade operacional das empresas e dos contribuintes”, disse.
Construção conjunta
A Sejan é uma iniciativa da AGU voltada ao fortalecimento da segurança jurídica e à melhoria do ambiente de negócios no Brasil. Neste cenário, a participação do CFC precisa ir além do processo de construção das normas, avaliou o vice-presidente. “O CFC não deve apenas acompanhar a norma depois que ela estiver pronta. Precisamos estar próximos dos ambientes em que os problemas estão sendo discutidos e as soluções começam a ser construídas”, afirmou.
A profissão contábil ocupa posição estratégica, por atuar na interseção entre Estado, empresas, tributação e informação econômico-financeira. “Isso nos dá condições de contribuir não apenas para a segurança jurídica da norma, mas também para que ela seja racional, compreensível e operacionalmente aplicável”, destacou o vice-presidente.
A presença do CFC na Sejan também contribui, segundo Haroldo, para transformar a participação institucional em conhecimento estratégico para o Sistema CFC/CRCs. “Para nós da Governança, há ainda outro ganho: transformar essa participação institucional em inteligência para o Sistema CFC/CRCs, antecipando riscos, tendências e mudanças que possam impactar a profissão”, concluiu.
Por Poliana Nunes
Comunicação CFC
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