Outubro Rosa: informação e diagnóstico precoce são aliados no combate ao câncer de mama

No Dia Internacional de Combate ao Câncer de Mama, celebrado em 19 de outubro, CFC reforça a importância da conscientização, dos hábitos saudáveis e do cuidado com a saúde

O cuidado com a saúde começa pela informação. Neste 19 de outubro, Dia Internacional de Combate ao Câncer de Mama, o Conselho Federal de Contabilidade (CFC) reforça a importância da conscientização sobre uma doença que atinge milhares de brasileiras todos os anos. A data, integrada à campanha Outubro Rosa, é um convite à reflexão sobre a prevenção, o diagnóstico precoce e a valorização da vida.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o Brasil deverá registrar 78.610 novos casos de câncer de mama por ano no triênio de 2026 a 2028. Trata-se da neoplasia mais frequente entre as mulheres brasileiras, desconsiderando os tumores de pele não melanoma, e representa um importante desafio para a saúde pública.

Os números reforçam a necessidade de ampliar o acesso à informação e aos serviços de saúde. A identificação da doença em estágios iniciais pode favorecer tratamentos mais eficazes e menos agressivos, aumentando as possibilidades de recuperação.

Embora nem todos os fatores de risco possam ser modificados, algumas atitudes contribuem para reduzir as chances de desenvolver câncer de mama. Entre as recomendações do Inca, estão a prática regular de atividades físicas, a manutenção do peso corporal adequado, a alimentação saudável, a redução ou eliminação do consumo de bebidas alcoólicas e a adoção de hábitos livres do tabagismo.

Essas medidas, além de contribuírem para a prevenção de diferentes doenças, favorecem a qualidade de vida e o bem-estar.

Estar atento às mudanças nas mamas é uma atitude importante. Caroços persistentes, alterações na pele, mudanças no formato do mamilo e saída espontânea de secreção, especialmente com sangue, estão entre os sinais que demandam avaliação médica.

O Inca orienta que as mulheres monitorem a saúde das mamas e observem possíveis alterações no cotidiano. Segundo a autarquia, não é necessário aplicar uma técnica específica para realizar o autoexame.

A mamografia também desempenha papel fundamental na detecção precoce. No Brasil, a recomendação atual do Ministério da Saúde para o rastreamento de rotina é a realização do exame a cada dois anos para mulheres de 50 a 74 anos. Pacientes de outras faixas etárias podem receber orientações individualizadas de profissionais de saúde.

É importante lembrar que a presença de alterações não significa necessariamente câncer, mas exige investigação adequada. Da mesma forma, a ausência de sintomas não substitui os exames de rastreamento recomendados.

O Outubro Rosa vai além de uma campanha ou de uma data no calendário. É uma oportunidade para fortalecer uma cultura de prevenção, acolhimento e atenção à saúde.

O CFC convida toda a classe contábil a refletir sobre a importância do autocuidado, do acompanhamento médico e do apoio às pessoas que enfrentam o diagnóstico e o tratamento da doença.

A informação pode despertar a atenção. O cuidado pode transformar histórias. E a vida merece ser prioridade todos os dias.

Fonte: Instituto Nacional de Câncer (Inca) e Ministério da Saúde.

Por Fabrício Santos
Comunicação CFC

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