Foco em avanços no empoderamento e na liderança femininos por meio de capacitação de qualidade. Essa é a nova frente de ação do CFC Mulher. Projeto consolidado no Sistema CFC/CRCs e que soma mais de duas décadas, a iniciativa passa a fazer parte da Vice-Presidência de Desenvolvimento Profissional. A proposta é fortalecer as profissionais da contabilidade no mercado e na sociedade por meio do conhecimento.
O vice-presidente de Desenvolvimento Profissional do Conselho Federal de Contabilidade (CFC), Laudelino Jochem, observa os benefícios do posicionamento do projeto na área. “O principal ganho é que um dos focos principais do CFC Mulher será a qualificação. Entendemos que a matriz mais importante para levar as mulheres a um protagonismo, cada vez maior, é o conhecimento”, afirmou.
Nova líder
O momento também marca a nomeação da nova coordenadora nacional do projeto, Welynadia Rodrigues Pereira. Com longa jornada no Sistema CFC/CRCs, tanto direta quanto indiretamente, e com carreira consolidada em grandes empresas, a contadora destaca que as atividades estarão direcionadas para preparar mulheres para posições de liderança.
A partir da nova “roupagem” da iniciativa, como Pereira define a fase, formações voltadas para cargos de alta gestão também estarão no grupo das capacitações oferecidas para as profissionais da contabilidade. “Queremos desenvolver uma trilha de formação que traga a mulher contadora para uma formação voltada para uma liderança executiva na área financeira, CEO [Chief Executive Officer, ou Diretor-Executivo] e CFOs [Chief Financial Officer – diretor ou diretora Financeira]”, explicou.
Jochem contou que, nas tratativas iniciais com a nova coordenadora, definiu-se como proposta o desenvolvimento de “qualificações avançadas para que as mulheres possam cada vez mais ocupar posições de destaque no cenário do mercado da contabilidade”. Nessa etapa inicial, segundo o vice-presidente, a equipe trabalha com a realização de pesquisas sobre oportunidades para o público-alvo do projeto.
Agenda 2030
As atividades desenvolvidas por meio do CFC Mulher colaboram com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU). Entre eles, o ODS 5, direcionado para a igualdade de gênero e o empoderamento de mulheres e meninas. O projeto também atende aos ODS 8 (“Trabalho Decente e Crescimento Econômico”) e 10 (“Redução das Desigualdades”).
Desde 2022, o CFC faz parte do Pacto Global da ONU. Como membro da iniciativa, a entidade apoia os princípios do Pacto nas áreas de direitos humanos, trabalho, meio ambiente e anticorrupção, assim como o cumprimento da agenda global de sustentabilidade.
Como signatário da iniciativa, a autarquia aderiu ao Movimento Elas Lideram 2030. Nesse cenário, o Conselho se comprometeu em colaborar para ampliar em 30% dos cargos de alta liderança ocupados por mulheres até 2025 e trabalha, atualmente, para a elevação em 50% dos cargos de alta liderança ocupados por mulheres até 2030.
Welynadia Pereira contou que, a partir das capacitações do CFC Mulher, pretende-se “alcançar, ainda mais, o posicionamento da mulher contadora em conselhos, fiscais e de administração”, e atender à agenda da ONU. A contadora também destaca que essas ações estão alinhadas com determinações normativas previstas no mercado, como as normas da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e da B3 relativas às questões de diversidade.
Atualmente, o Sistema CFC/CRCs possui mais de 245 mil contadoras e técnicas em contabilidade com registro ativo, o que representa 44,8% do total de profissionais da contabilidade. Os trabalhos do CFC Mulher alcançam todos os estados brasileiros e o Distrito Federal. Isso porque em cada Conselho Regional de Contabilidade (CRC) há um núcleo do projeto, que desenvolve uma série de atividades de acordo com as diretrizes nacionais. Dessa forma, as ações mapeadas chegarão a todo o território nacional.
Próximos passos
Laudelino Jochem disse que, segundo o acordado com a coordenadora, uma das primeiras fases de atuação será ouvir as mulheres que compõem as comissões dos Regionais. Somado a isso, haverá estudos de mercado para a seleção de oportunidades e a verificação de áreas deficitárias. “Parte dessas entregas, possivelmente, ainda comece este ano. Mas, a partir do ano que vem, faremos entregas robustas que possam realmente impactar profissionalmente o cenário de mercado dessas mulheres que atuam no segmento contábil”, concluiu.
Welynadia Pereira destaca que o objetivo é justamente fomentar a capacitação feminina em níveis estratégicos de liderança e “forjar essas contadoras para que elas possam estar aptas também para atuar nesse segmento”. E completou: “A proposta é ousada, mas é possível e viável e nós temos capacitação, nós temos capacidade, nós temos mulheres aptas também a estar nessa posição”.
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Por Lorena Molter
Comunicação CFC
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