
O público do Seminário de Planejamento Estratégico e Governança do Sistema CFC/CRCs participou de treinamento conduzido pelo psiquiatra, professor e escritor Augusto Cury. Na tarde desta segunda-feira (9), lideranças de todo o país acompanharam a palestra magna Liderança e Gestão das Emoções. O evento reúne mais de 1.200 profissionais, ocorre em Brasília (DF) e segue até a próxima quarta-feira (11).
O presidente do Conselho Federal de Contabilidade (CFC), Joaquim Bezerra, deu as boas-vindas ao palestrante e destacou que, ainda que de forma virtual, fez questão de garantir a participação do escritor no encontro. Segundo o contador, os ensinamentos do professor dialogam diretamente com as necessidades atuais da classe contábil.
“[Pelo] momento por que passamos na nossa profissão, a nossa geração, com a necessidade de nos alimentar espiritualmente, reorganizarmos as nossas emoções, promovermos a gestão de nossas emoções, para atender ao ambiente que nós promovemos, as empresas, as pessoas e tantos usuários que dependem de nós”, explicou.
Bezerra também ressaltou que a preparação das lideranças do Sistema sobre o tema tem potencial de gerar impacto ampliado, alcançando outros públicos por meio das atividades desenvolvidas pela classe contábil.
Cury enalteceu a classe contábil e destacou a relevância dos profissionais da contabilidade no cenário econômico nacional. “Sem vocês, os nossos céus fiscais não têm estrelas”, afirmou. Em seguida, o psiquiatra abordou a gestão das emoções na atualidade e provocou a reflexão do público sobre a existência da inteligência emocional e a possibilidade de gerir as próprias emoções.
O palestrante afirmou que o “eu” precisa assumir o papel de piloto da mente, atuando como um “executivo brilhante” na condução da vida mental diante dos diversos contextos sociais. O professor alertou que, de forma geral, as pessoas não treinam o “eu” para atuar dentro de si mesmas e deixam de refletir sobre os medos que as acompanham no cotidiano. Ele também destacou a falta de reflexão sobre os impactos que cada indivíduo provoca nas pessoas ao redor e apontou a baixa priorização da saúde mental na sociedade atual.
Em analogia com termos da contabilidade, Cury explicou que, na “contabilidade emocional”, o gasto excessivo de energia emocional é nocivo à saúde. Segundo ele, a “carga tributária emocional” pode se tornar muito pesada e, nesse cenário, o papel do “eu” como piloto da mente torna-se essencial.
O professor afirmou ainda que ninguém pode ferir mais uma pessoa do que a própria mente. “Se você deixar pensamentos soltos, emoções perturbadoras soltas, sem dar foco e direção, pode ter certeza: seu pior inimigo será a sua própria mente”, destacou.
Ao final, o palestrante convidou o público a adotar uma mudança de postura. Cury afirmou que mentes hiperpreocupadas podem gerar resultados para empresas e para a sociedade, mas não alcançam felicidade sustentável nem níveis adequados de saúde emocional. O psiquiatra orientou que, como líderes, os participantes promovam a saúde mental em seus ambientes pessoais e profissionais, com mais elogios, menos críticas e maior atenção ao bem-estar das equipes.
Por Lorena Molter
Comunicação CFC
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